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COMER MORANGO MELHORA DOR NO JOELHO

Realmente você leu certo. Esse estudo publicado em agosto/2017 mostrou uma associação entre ingesta de morango com redução de marcadores inflamatórios e melhora das dores nos joelhos em pacientes com osteoartrite. O estudo defende que ação antioxidante do morango seria responsável por esse resultado. São necessários mais estudos para comprovar essa eficácia, porém é mais um motivo para ter uma dieta saudável que trará ótimos benefícios à saúde.

AVALIAÇÃO MÉDICA DOS JOVENS ATLETAS

Artigo recente mostra a importância da avaliação médica dos jovens atletas. O artigo levantou dados de 784 atletas, sendo que 166 apresentavam desalinhamento no joelho. Após 7 anos, 64 foram reavaliados e foi encontrado aumento de dor lombar crônica não específica em jovens atletas com desalinhamento do joelho. Isso mostra a importância da avaliação médica pré participação, na prevenção de doenças.

A IMPORTÂNCIA DO POTÁSSIO

Com o envelhecimento instala-se uma acidose metabólica leve, a qual pode desencadear um desgaste muscular. Essa resposta pode ser neutralizada por alimentos vegetais produtores de substâncias alcalinas ricas em potássio. Foram estudados 384 voluntários, com mais de 65 anos, sobre: potássio urinário, consumo de frutas e vegetais na dieta e percentual de massa corporal magra no início e 3 anos depois. Os indivíduos com dietas mais ricas em potássio conseguiram em media 1,63 kg de massa muscular a mais do que aqueles com metade da ingestão. Alimentos ricos em potássio são: beterraba cozida, abacate, iogurte desnatado, banana, leite, lentilha, mamão papaia, ervilha, entre outros. As orientações são o consumo de 4.700mg de potássio diariamente, em indivíduos mais velhos.

ARTROSE DE JOELHO

A osteoartrite ou osteoartrose (OA) é uma condição patológica que afeta a estrutura das articulações. A incidência de OA está aumentando, influenciada pelo envelhecimento da população e pela epidemia de obesidade. O número de pacientes com OA deverá duplicar nas próximas duas décadas.

Infelizmente, atualmente, não há agentes disponíveis que possam interromper a progressão da OA e reverter qualquer dano existente. A abordagem terapêutica atual se concentra em melhorar a dor, a função do joelho e reduzir a progressão da doença. A realização de fortalecimento do joelho com exercícios, redução de peso, uso de medicamentos e infiltrações no joelho, apresentam bons resultados. Na falha do tratamento conservador pode ser indicado o tratamento cirúrgico.

ATIVIDADE FÍSICA E ENVELHECIMENTO

A população mundial está envelhecendo. Nos EUA, por volta de 2030, 20% (ou 70 milhões de americanos) terão mais de 65 anos. As terapias gênicas e os avanços com células-tronco poderão prolongar num grau ainda maior. A inatividade física possui uma relação causal com quase 30% das mortes por cardiopatia, câncer de cólon e diabetes. As pessoas com estilo de vida mais saudável sobrevivem por mais tempo e com menor risco de incapacitação.

O conceito atual é de que o mais importante é a vitalidade e não a longevidade em si. O envelhecimento bem sucedido inclui: saúde física e emocional, satisfação social e espiritualidade.

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Os quatro componentes mais comuns relacionados à atividade física atrelada à saúde são: aptidão aeróbia, composição corporal, endurance dos músculos abdominais e flexibilidade. Ela ainda pode regular/reduz a pressão arterial e os níveis de colesterol, retarda a osteoporose, minorar a obesidade e os sintomas da ansiedade, depressão e artrite.

A inatividade física contribui para milhares de mortes todos anos e com gastos gigantescos com despesas médicas. O aumento do exercício regular na população deverá transformar-se em uma prioridade máxima de saúde pública.

Cinco comportamentos que prolongam a vida:
1. Não fumar;
2. Beber com moderação (nunca mais do que 1 taça de vinho ou 215 ml de cerveja ao dia);
3. Manter-se fisicamente ativo;
4. Comer 5 porções de frutas e vegetais ao dia;
5. Controlar peso e pressão arterial.

ENVELHECIMENTO E FISIOLOGIA

As medidas fisiológicas relacionadas com desempenho alcançam o seu pico entre o final da adolescência e os 30 anos de idade. Apos esse período, a forca muscular declina lentamente no início e rapidamente após a meia idade, dependendo do estilo de vida e herança genética.

Alguns fatos que encontramos são: a capacidade de geração de potência declina mais rapidamente que a forca máxima, o declinio de forca excêntrica começa mais tarde e avança mais lentamente do que a concêntrica e a força dos braços deteriora mais lentamente do que das pernas.

Uma das responsáveis por essa queda de desempenho é a remodelagem das unidades motoras que se deteriora gradualmente na idade avançada e resulta numa atrofia muscular por denervação. A prática de atividade física regular, principalmente a musculação, tem papel importante nos pacientes mais idosos para freiar essas alterações inerentes ao envelhecimento.

LESÕES MUSCULARES NO FUTEBOL

O futebol é o esporte mais praticado no mundo. As lesões musculares são muito comuns, sendo a lesão dos isquiotibiais a mais frequente. Existem diversos fatores de risco e os mais importantes são: idade avançada, lesão prévia e lesão no membro dominante. Na prevenção é fundamental a realização de exercícios excêntricos e de flexibilidade. Atualmente temos alguns recursos tecnológicos que nos auxiliam, dentre esses temos que destacar a termografia. Esta chegou a reduzir em torno de 60% a incidência de lesões musculares nos jogadores da Liga Espanhola de Futebol.

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O diagnóstico é clínico. No exame físico encontramos dor na palpação, dor ao alongamento e dor na contração muscular. A realização de um exame de imagem (o ultrassom ou a ressonância) confirmam o diagnóstico e definem tempo de afastamento e tratamento.

O período de afastamento é de 3 a 6 semanas e o tratamento na maioria dos casos é conservador. As opções de tratamento conservador são: fisioterapia, medicamentoso, plasma rico em plaquetas (PRP), Kinesio Tape (KT) e ondas de choque.

A reabilitação fisioterápica é a base do tratamento das lesões musculares, inicialmente com repouso, crioterapia, compressão e elevação do membro afetado. O enfoque no alongamento e exercícios excêntricos aceleram a recuperação.

Dos medicamentos, os mais utilizados são os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE). Estes, na fase aguda, melhoram a inflamação e a dor, porém a longo prazo alteram fatores de crescimento e interferem na reparação tecidual. A aplicação de corticóide é restrita, devido ao risco de degeneração tecidual.

O PRP e as ondas de choque podem estimular o reparo tecidual, acelerando a recuperação. O uso da KT está relacionado a analgesia e contração muscular, encurta o tempo de torque máximo. Já o tratamento cirúrgico fica reservado para as rupturas tendíneas e avulsões ósseas.

LOMBALGIA

A dor na região lombar é a causa mais comum de limitação das atividades da vida diária e de consultas no pronto-socorro e consultório do ortopedista. Estimativas indicam que em torno de 80% das pessoas terão pelo menos um episódio de dor lombar durante a vida.

A sua principal etiologia é biomecânia e postural, mas encontramos outras causas específicas em menor proporção. Dentre elas as hérnias discais, espondilolisteses (escorregamento de vertebras), estenose, tumores, espondilodiscites, entre outras.

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Existem fatores predisponentes, que são: má postura, obesidade, tabagismo, trabalhar na mesma posição durante longos períodos, trabalhos carregando peso, dirigir por longos períodos e estresse emocional.

Temos também alguns sinais de alerta: início após 50 anos ou antes dos 20 anos, dor com piora noturna, febre, emagrecimento inexplicavel, trauma recente, uso de drogas ou prolongado de corticoide, HIV ou imunodeficiência, dor constante e progressiva, alterações neurológicas, historia de neoplasias, falha do tratamento conservador.

É importantíssima a prevenção da dor lombar, principalmente reduzindo os fatores de risco, como diminuição do peso, pausas programadas durante atividade de trabalho e medidas posturais. O tratamento pode ser medicamentoso, fisioterapico, acupuntura, RPG. Sempre procure seu médico, principalmente na presença de sinais de alarme.

CRIANÇAS E EXERCÍCIOS

Durante a caminhada e a corrida, as crianças tem um gasto em média 10 a 30% mais que os adultos. Isto se deve a menor eficiência ventilatoria das crianças, menor comprimento e maior freqüência das passadas.